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Empreendedores criam app que resolve fila na saída da escola
01/10/2016 | 16:49:09

Exame.com

 

São Paulo – Em 2013, o empreendedor Leo Gmeiner passou por uma situação que muitos pais e mães conhecem: demorar uma eternidade para conseguir pegar os filhos na escola. No caso de Gmeiner, foram 40 minutos – o dobro do tempo que costumava levar.

Já nesse tempo de espera, o empreendedor fez uma conferência online com os sócios do seu então empreendimento principal – uma empresa de aplicativos sob demanda – e passou a discutir como solucionar tal problema por meio de um app.

Esse foi o começo do Filho sem Fila: um serviço que quer acabar com a demora ao buscar os filhos na saída da escola. Hoje, o negócio já atende 90 escolas em todo o Brasil, com 38 mil alunos, e está de olho em novos mercados.

 

Primeiros passos e funcionamento

Depois de fazer a primeira conferência com seus sócios, Greimer e o futuro sócio da Filho sem Fila, José Rubens Rodrigues, conversaram com diretores de escolas, pais e especialistas em segurança escolar para entender qual seria o melhor jeito de desenvolver o aplicativo.

O primeiro piloto do Filho sem Fila ficou pronto em setembro de 2013. Após o período de testes, em janeiro de 2014 a comercialização do serviço começou.

Quem contrata o Filho sem Fila são as escolas: elas informam dados da criança e dos responsáveis legais por ela, como nome, documentos e foto. Após a contratação do serviço, os responsáveis podem inserir seus dados e entrar no aplicativo. Há um processo de verificação entre os dados inseridos e a base recebida pela Filho sem Fila; se tudo bater, o acesso é permitido.

A escola faz um pagamento único de 3.800 reais pela implantação do serviço. Depois, é cobrada uma mensalidade de 1,80 reais por aluno – há um desconto progressivo de acordo com a quantidade de estudantes participantes do pacote. Há uma média de 300 alunos por instituição, mas é um número que varia muito, segundo o empreendedor.

Quando a mãe ou o pai – ou qualquer que seja o responsável legal pela criança - saem do trabalho para buscar o filho, eles tocam um botão no aplicativo. Com isso, a escola é avisada que o responsável está a caminho e já apronta a criança.

Quando o parente chega próximo ao local, um novo aviso é emitido. Nessa hora, a criança já pode ficar na porta da escola, facilitando o embarque.

A escola, a todo momento, pode ver a foto e os documentos de quem irá pegar a criança. “Essa verificação com apenas um toque no celular ajuda a segurança do colégio a identificar quem está pegando a criança”, explica Gmeiner.

Os responsáveis também podem inserir novos perfis autorizados a buscar o filho na escola – uma babá ou os avós, por exemplo. Quando um desses novos perfis for buscar a criança, uma mensagem será enviada tanto para a escola quanto para os responsáveis legais.

Segundo Gmeiner, os parentes costumavam ficar de 15 a 20 minutos na fila da saída da escola. Com o Filho Sem Fila, o processo demora cerca de cinco minutos.

“A segurança é aumentada de duas formas: além de ter foto e documentos, também há o benefício de o pai não fica mais em uma fila enorme, sob o risco de qualquer coisa acontecer, ou de ele ter de parar o carro e caminhar muito até a escola. Diminuímos a exposição à violência urbana”, afirma o empreendedor.

Hoje, o Filho sem Fila atende 90 escolas, em 27 cidades brasileiras. São 51 mil responsáveis cadastrados, com 38 mil alunos. A meta para este ano é chegar a 120 colégios participantes, adicionando mais 10 mil alunos à base do aplicativo.

É também o empreendimento principal de Gmeiner atualmente, que ainda atua na desenvolvedora de aplicativos. Essa dedicação acontece por conta de um plano ambicioso: expandir o aplicativo para fora do Brasil.

 

Aceleração no Canadá

Neste mês, o Filho sem Fila começou uma aceleração de seis semanas no Canadá, por meio do programa Leap Internacional. Ele é o primeiro processo seletivo da América do Norte focado em startups do Brasil, afirma Regina Noppe, co-fundadora da Dream2Be, venture builder que organizou o programa junto com a aceleradora canadense Launch Academy.

“Os brasileiros conhecem muitos programas de aceleração no Vale do Silício, por exemplo. Porém, nossa proposta é que podemos atingir o mercado americano de uma forma estratégica, usando o Canadá como uma porta de entrada”, defende Noppe.

“Todas as startups canadenses já nascem para se tornar globais. Da mesma forma, todos os programas de aceleração são multiculturais e já preparam os empreendedores a entrarem não só nos EUA, mas também na Europa e na Ásia. Queria trazer um pouco dessa mentalidade também aos negócios brasileiros.”

Ao todo, oito startups brasileiras foram selecionadas para o programa de aceleração – incluindo o Filho sem Fila. O processo de seleção foi feito em parceria com outra venture builder, a CloseGap, e com o apoio das aceleradoras brasileiras ACE e Startup Farm, além da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) e da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Na aceleração, os empreendedores participam de treinamentos, workshops, consultas individuais de mentoria com especialistas americanos e canadenses, visitas técnicas a empreendimentos e também de encontros com investidores. As startups participarão, por exemplo, do National Angel Capital Organization Summit, evento que deve reunir mais de 400 investidores, e da Vancouver Startup Week, um dos maiores encontros do setor. O programa ocorre na própria Launch Academy, que já acelerou 400 negócios.

Todas as participantes do LEAP International têm os seus custos de viagem, incluindo transporte, acomodação e treinamentos, pagos por um fundo privado encabeçado pelo investidor-anjo Marco Poli. Ao participar desse fundo, as startups recebem tanto as condições para participar do Leap International quanto mentoria do fundo privado, em troca de participação no negócio. A porcentagem não é revelada, mas Noppe afirma que está abaixo da média dos programas americanos. “Além de participaram do programa e expandirem, elas contam com o apoio desses investidores, e esperamos que isso ajude a conseguir novos investidores, possivelmente canadenses.”

A expansão para o Canadá e para os Estados Unidos é algo que o Filho sem Fila está trabalhando na aceleração. “Estar no Canadá nos faz entender melhor o mercado norte-americano: por exemplo, saber quais as diferenças principais desse mercado nos EUA e no Canadá e traçar metas mais realistas e precisas”, explica Gmeiner.

“Estamos vendo quais aspectos ressaltar. No Canadá, por exemplo, a comodidade e o ganho de tempo são úteis. Já nos EUA, dependendo da região, há uma preocupação maior com a segurança, assim como no Brasil.”

O Filho sem Fila – chamado de “Quick Pickup” nos países que falam inglês – começará a comercializar nos dois mercados simultaneamente. A ideia é lançar um piloto do aplicativo em outubro no Canadá e em novembro nos Estados Unidos.

“Estamos no Canadá há uma semana, e ainda há muitas possibilidades a serem exploradas. Nossos objetivos aqui são muito claros: consumir as informações que recebemos da forma mais eficaz possível, focando no crescimento no mercado norte-americano”, conclui o empreendedor.


   
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